HISTORIAS DE FICCIÓN REALISTA EN LA ENSEÑANZA DE LA SOSTENIBILIDAD
DOI:
https://doi.org/10.21664/2238-8869.2026v15i2.8760Palabras clave:
Hermenéutica, Educación Verde, Ficción Realista, Educación para el Desarrollo SostenibleResumen
La educación contemporánea, comprendida como un derecho humano fundamental y como una práctica histórica de formación, enfrenta el desafío de responder a las crisis socioambientales que caracterizan el Antropoceno. Documentos internacionales como la Declaración de Incheon y la Agenda 2030 reposicionan la educación como un espacio de construcción de sentidos éticos ante el cambio climático, demandando enfoques que trasciendan la transmisión instrumental de contenidos. Este artículo analiza el uso de narrativas de ficción realista en la educación para la sostenibilidad desde una orientación hermenéutica filosófica, comprendiendo el aprendizaje como una experiencia interpretativa mediada por el lenguaje y la historicidad. Anclado en la hermenéutica de Hans-Georg Gadamer, el estudio comprende el aprendizaje como fusión de horizontes entre el conocimiento científico y las vivencias socioculturales de los sujetos. La investigación, de naturaleza cualitativa e interpretativa, desarrolla una lectura hermenéutica de documentos normativos de la UNESCO y de la obra Cuando a chuva passar, situada en el contexto de las inundaciones que afectaron el sur de Brasil en mayo de 2024. Los resultados indican que la ficción realista favorece procesos de formación (Bildung), compromiso ético y ampliación de la conciencia socioambiental, contribuyendo a una educación para la sostenibilidad no instrumental, sino formativa y ontológicamente implicada.
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