Optimization of Irrigation in Crambe (Crambe abyssinica) for Enhancing Biofuel Production
DOI:
https://doi.org/10.21664/2238-8869.2026v15i1.8562Keywords:
biocombustível, irrigação, manejo agronômicoAbstract
O crambe (Crambe abyssinica), pertencente à família Brassicaceae e nativo da região do Mediterrâneo, destaca-se como uma cultura agroenergética promissora. Seu cultivo em larga escala ocorre principalmente no México e nos Estados Unidos, tendo sido introduzido no Brasil em 1995. A demanda por fontes de energia sustentáveis vem crescendo devido ao caráter finito do petróleo, sendo os óleos vegetais alternativas para a produção de biodiesel, contribuindo para a redução das emissões de CO₂. O crambe apresenta ciclo curto (90 dias), produtividade de sementes entre 1.000 e 1.500 kg ha⁻¹, baixo custo de produção e elevado teor de óleo (26–38%), com aplicações industriais e subprodutos aproveitáveis. A otimização da irrigação no cultivo do crambe é fundamental para aumentar a produção de biocombustível, por meio da avaliação do impacto dos intervalos de irrigação no desempenho agronômico. Um experimento de campo foi conduzido na UEPB (Lagoa Seca, PB, Brasil), sob clima tropical úmido, em Neossolo Regolítico Eutrófico. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, em arranjo fatorial 3×4 (intervalos de irrigação: 1, 2 e 3 dias; 4 repetições), com parcelas de 20 m². A irrigação foi realizada por sistema de gotejamento, com base no balanço hídrico, e a adubação consistiu na aplicação de 30 t ha⁻¹ de esterco bovino, utilizando-se a cultivar FMS Brilhante. As seguintes características foram avaliadas aos 60 e 75 dias após a semeadura: altura de plantas, diâmetro do caule, área foliar, número de ramos, número de cápsulas, biomassa, massa de mil sementes e produtividade. Os dados foram analisados por ANOVA, teste de Tukey (5%) e regressão, utilizando o programa SISVAR. O intervalo de irrigação de 1 dia aumentou a altura das plantas (1,05 m), o número de ramos (10,25), a área foliar (148,15 cm²), a massa de mil sementes (7,37 g) e a produtividade (297,31 kg ha⁻¹). O intervalo de 2 dias proporcionou maior diâmetro do caule (7,18 mm), maior massa de mil sementes (7,90 g) e maior biomassa (13,98 g/planta). O intervalo de 3 dias aumentou o número de cápsulas (549,88), porém reduziu a produtividade (212,80 kg ha⁻¹).
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