Sala Lilás no SUS: integração entre Direito, Psicologia e Medicina na violência doméstica

a protected care flow and integration of law, psychology, and medicine in the care of women experiencing domestic violence

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37951/2358-9868.2026v14i1.8585

Palavras-chave:

Violência contra a Mulher. Violência Doméstica. Confidencialidade. Serviços de Saúde. Sistemas de Informação em Saúde.

Resumo

Objetivo: Propor um modelo interdisciplinar para organizar a cadeia de cuidado a mulheres em situação de violência doméstica na rede de saúde, integrando exigências jurídicas, segurança relacional e manejo clínico, com ênfase em ambiente privativo e governança de informações. Fontes de dados: Foram considerados documentos legais e técnico-normativos federais sobre atendimento, registro clínico, notificação em saúde e comunicação de casos de violência contra a mulher, bem como diretrizes e evidências científicas nacionais e internacionais sobre efeitos da violência na saúde, revelação em serviços de saúde e modelos de resposta coordenada e interprofissional. Síntese dos dados: A síntese narrativa e analítica das fontes permitiu organizar um desenho de “fluxo protegido” para o cuidado em serviços de saúde, articulando ambiência, processos de trabalho, responsabilidades e proteção da confidencialidade. Quatro pontos críticos foram identificados para proteção e efetividade: distinção operacional entre registro assistencial, notificação em saúde e comunicação externa; garantia de privacidade e acolhimento para reduzir revitimização institucional e favorecer revelação; capacitação contínua com retaguarda institucional para reduzir condutas defensivas e variabilidade de decisão; e articulação em rede com referência, contrarreferência e devolutiva informacional para sustentar seguimento e proteção. Conclusões: A resposta à violência doméstica tende a ser mais efetiva quando normas são traduzidas em rotinas assistenciais previsíveis, centradas na usuária e avaliáveis. A adoção do fluxo protegido, associada à educação permanente, ambiência adequada e governança de dados, pode qualificar acolhimento, registro, encaminhamentos e integração intersetorial.

Biografia do Autor

LUIS OTÁVIO VILELA DA CRUZ, UFSCAR, PUCMG, Legale Educacional

Membro e pesquisador dos grupos NEPEDILIS (PUC Minas) e POP.EDUCA (UFSCar/Fatec Barueri), com atuação em interfaces entre direito, literatura, cultura pop, educação e diversidade. Mestrando Profissional em Produção de Conteúdo Multiplataforma pela UFSCar (campus São Carlos/SP). Bacharel em Direito (PUC Minas, Poços de Caldas, 2021). Especialista em Advocacia Criminal (Legale Educacional, 2025) e em Tribunal do Júri e Execuções Penais (Legale Educacional, 2025).

NIVEA DIAS FERNANDES, PUCMG

Bacharela em Psicologia pela Pucminas, campus Poços de Caldas. Professora de língua inglesa.

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Arquivos adicionais

Publicado

2026-06-30

Edição

Seção

ARTIGOS DE REVISÃO